São Paulo Pede Divulgação de Áudios do VAR, Mas CBF Nega: Entenda a Polêmica do Choque-Rei

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São Paulo Pede Divulgação de Áudios do VAR, Mas CBF Nega: Entenda a Polêmica do Choque-Rei

O São Paulo oficializou um pedido à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para que sejam divulgados publicamente os áudios da comunicação entre o árbitro Ramon Abatti Abel e o responsável pelo VAR, Ilbert Estevam da Silva, durante o clássico contra o Palmeiras no último domingo (5), no Morumbis. A resposta, porém, foi negativa, gerando ainda mais controvérsia em torno da arbitragem da partida.

O jogo, vencido pelo Palmeiras por 3 a 2 após virada espetacular, foi marcado por polêmicas envolvendo possível pênalti não marcado e uma possível expulsão ignorada, levando a diretoria são-paulina a registrar ofensas na súmula e agora buscar transparência sobre as decisões tomadas.

Por Que a CBF Não Divulgará os Áudios?

O protocolo da CBF prevê a publicação das conversas apenas nos casos em que o árbitro de campo é chamado ao monitor para revisar um lance. Como Ramon Abatti Abel não foi chamado para analisar nenhum lance no monitor durante São Paulo x Palmeiras, a entidade alega não haver obrigatoriedade de divulgar os áudios.

Esta política da CBF tem gerado críticas crescentes, especialmente em jogos polêmicos onde decisões controversas impactam diretamente o resultado. No caso do Choque-Rei, o fato de o árbitro não ter sido convocado ao monitor justamente nos lances mais questionados é visto como parte do problema pelos são-paulinos.

Os Lances Polêmicos que Geraram a Revolta

O principal ponto de discórdia foi um lance aos 17 minutos do segundo tempo, com o São Paulo vencendo por 2 a 0. O Tricolor do Morumbis ficou na bronca com um carrinho de Allan em Tapia dentro da área, ignorado pela arbitragem.

Nos áudios apresentados em reunião privada, foi possível ouvir que Abatti Abel considerou que Allan, do Palmeiras, escorregou antes de acertar Tapia dentro da área. Para a arbitragem, o chileno estava longe do alcance da bola.

Outro ponto de discussão foi um possível cartão vermelho para Andreas Pereira, do Palmeiras, que também não foi aplicado.

CBF Afasta Árbitro e VAR e “Dá Razão” ao São Paulo

Em reconhecimento implícito dos erros, a CBF afastou Ramon Abatti Abel e Ilbert Estevam da Silva após polêmica em São Paulo x Palmeiras. A Comissão de Arbitragem informou que ambos “serão condicionados a treinamento, aprimoramento e avaliação interna, para posterior retorno às atividades”.

A CBF admitiu ao Tricolor, sem especificar os lances, que o clube tem razão na reclamação. Este reconhecimento, embora não oficial e público, reforça a tese são-paulina de que houve erros graves na arbitragem que prejudicaram a equipe em momento decisivo da partida.

A Reunião Privada e o Que Foi Revelado

Representantes do São Paulo se reuniram com a CBF para ouvir os áudios da arbitragem, mesmo que de forma privada. Durante este encontro, foi possível compreender melhor o raciocínio da arbitragem nos lances polêmicos.

A justificativa apresentada para não marcar o pênalti foi que Allan teria escorregado antes do contato com Tapia, e que o jogador chileno estaria fora da jogada. No entanto, especialistas em arbitragem, incluindo o comentarista Paulo César de Oliveira (PC Oliveira), discordaram desta análise.

Ofensas Registradas na Súmula

A súmula do árbitro Ramon Abatti Abel registrou ofensas por parte dos tricolores. Na ocasião, os dirigentes Carlos Belmonte e Rui Costa foram citados por Ramon Abatti Abel.

O diretor Carlos Belmonte foi particularmente enfático em suas críticas após a partida, declarando que o lance do pênalti não marcado era “uma das coisas mais inacreditáveis já vistas” e afirmando que “o VAR é uma vergonha”.

O Impacto no Resultado da Partida

O contexto em que o pênalti não foi marcado torna a polêmica ainda mais relevante. De virada, o Palmeiras venceu o São Paulo por 3 a 2 em jogo disputado no Morumbis, pelo Brasileirão.

Quando o lance polêmico ocorreu, o São Paulo vencia por 2 a 0. Se o pênalti tivesse sido marcado e convertido, o placar poderia ter ido para 3 a 0, mudando completamente a dinâmica da partida. Após este momento, o Palmeiras marcou três gols consecutivos e completou a virada.

Histórico de Polêmicas em Choque-Reis

Ramon Abatti Abel já foi afastado por erros a favor do Palmeiras há menos de um ano, revelando um histórico problemático do árbitro especificamente em jogos envolvendo o rival alviverde.

Este histórico adiciona mais combustível à frustração são-paulina e levanta questões sobre a escalação de árbitros para clássicos de alta tensão.

A Transparência Como Questão Central

O pedido do São Paulo pela divulgação dos áudios vai além da busca por justiça em uma partida específica. Trata-se de uma questão de transparência na arbitragem brasileira, tema recorrente e sensível no futebol nacional.

A política atual da CBF, que limita a divulgação de áudios apenas aos casos em que o árbitro é chamado ao monitor, cria uma lacuna: justamente os lances em que o VAR não convoca o árbitro (potencialmente os erros mais graves de omissão) permanecem sem transparência.

Especialistas Concordam com o São Paulo

Especialistas em arbitragem, como Paulo César de Oliveira (PC Oliveira), afirmaram que a arbitragem errou ao não marcar pênalti a favor do São Paulo, argumentando que “sem querer é falta”.

Esta concordância técnica fortalece a posição do São Paulo e aumenta a pressão sobre a CBF para rever suas políticas de transparência.

Implicações para a Tabela do Brasileirão

A derrota foi particularmente dolorosa para o São Paulo, que viu o rival assumir a liderança do Campeonato Brasileiro justamente após uma partida marcada por polêmicas de arbitragem. Os três pontos perdidos podem ter impacto significativo na luta pelo título.

O Precedente para Outros Clubes

O caso São Paulo x Palmeiras pode abrir precedente para que outros clubes também passem a solicitar formalmente a divulgação de áudios do VAR, mesmo em situações onde o árbitro não foi chamado ao monitor.

Se a CBF mantiver sua política restritiva, a pressão por mudanças no protocolo de transparência da arbitragem brasileira tende a aumentar.

O Que Acontece Agora?

Com o pedido negado e os árbitros afastados, o São Paulo avalia se adotará medidas adicionais. O clube pode tentar escalação política junto à CBF ou até mesmo considerar ações no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Enquanto isso, a polêmica continua alimentando debates sobre a necessidade de maior transparência na arbitragem do futebol brasileiro, com o caso do Choque-Rei servindo como mais um capítulo nesta longa discussão.

Conclusão: Transparência vs. Protocolo

O impasse entre São Paulo e CBF sobre a divulgação dos áudios do VAR evidencia uma tensão fundamental no futebol brasileiro: de um lado, a demanda crescente por transparência nas decisões arbitrais; de outro, protocolos institucionais que limitam o acesso a essas informações.

O afastamento dos árbitros e o reconhecimento informal dos erros pela CBF sugerem que o São Paulo estava correto em suas reclamações. No entanto, sem a divulgação pública dos áudios, permanece a sensação de falta de transparência que alimenta teorias conspiratórias e mina a credibilidade da arbitragem brasileira.

Este episódio reforça a necessidade de uma discussão mais ampla sobre os protocolos de transparência no futebol brasileiro, especialmente em um contexto onde tecnologias como o VAR prometem maior precisão, mas também geram novas controvérsias sobre a aplicação das regras.

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